Torna-se imprecisa a dor, a cor, o coração. Há um mar sob a cidade, e ele mina as estruturas. A cidade vai ruir! Ir e vir embora; rumo desconexo ou complexo de rejeição? Quem suporta o saber? Quem? Qual? Qualquer um, não é hora de escolher pato! A pedra no sapato já não dói, porém o pé sangra. Glóbulos perdidos. Lóbulos furados. Em qual orelha se esconde a dúvida do juiz? E quem atirou a primeira pedra? No sapato? Na cara? E o alvo, quem foi? “Táubua de tiro ao álvaro”! Quem canta, seus males espanta! Alho espanta vampiro; corvo foge ao espantalho. Palha! De palha é o fogo! Nero foi tocador de lira, e a pira arde nas olimpíadas. Piadas de mau gosto. É impreciso o sentimento. É vago. Então “sempre cabe mais um quando se usa Rexona”, ou ducha Corona! “Um banho de alegria num mundo de água quente” (rimava com fria!). “Vera gata”; “das que não tem dúvidas”. Eu as tenho! Tinha é pior do que lepra! “Vamos acabar com essa mancha”. Min ama Mancha. Mim ama ela. Amor de índio. Cara pálida. Cadê o Sol? “Cadê as cores do meu país”? Paz! Jaz! Jazz! Tumba! Rumba! Rombo no orçamento familiar, nos cofres da nação. Tricolor (Bahia, Bahia, Baêa!), rubro-negra. Cobra coral; quem mata, mostra o pau! Em público? E o pudor? “Liberdade ao povo do Pelô”. Negritude! Moda ou sábia atitude? Bandolim ou alaúde? Ataúlfo ou ataúde? Poeta que demora demais é Vinicius de Moraes? Infame, essa! De Queiroz. Traz mulher pra nós! Coisa de machista. Que nem “carro de paulista”. Nôrrrmal, mêu! E eu? Quem sou eu? 2.198.665. Pedro Mello. Pedro Bó. “É mentira Terta?”. Incerta essa dor. Pôr a boca no mundo? Pôr um ovo? Ana, Omo, asa, anilina, reviver. Tanto faz de trás pra frente, como de frente pra trás. Anjo não tem costas, sexo, nexo. Deus é diferente de Deus. Zeus era grego. Zorba é dono do 45. Noves fora, nada! É peixe. Sou canceriano. No próximo ano faço 27. Nada, too! E as estrelas são solitárias mas não são vermes. Exame de fezes. Boa merda isso tudo! Não temo o escuro. Quem casa quer casa! Cimento, ungüento, jumento. Cruz nas costas. Postas de peixe sobre a mesa! Semana Santa! Se manda, santa! Gay! Day by day eu vivo e nem sei! Quem é? E quem for, será? E eu com isso? E quem tem nada com isso? Enguiço misturado com feitiço! Vai longe a infância. Vai longe a infâmia; como vai! Vou bem! E a família? Ainda existe família? Que trilho trilhou? Sai da linha; o trem pega! Pega ladrão! Quem roubou a lucidez? Quem apagou a luz? “Fiat Lux”! “Onde estás que não respondes?” O carnaval é livre, mas a polícia senta o pau! As beatas rezam e fazem caridades. A cidade vai ruir! A cidade vai ruir! Há outro mar sobre a cidade. Necessidade de desabafar. Desatar os nós. Atar-nos. Atari. Video-game. Video-clip. Clips. Papel. De besta. 666. Apocalipse. São João. Fogueira, canjica, licor, Jequié, “jequifoi”. Já que fui, fiquei. Não volto mais pro navio. Tem azulejos e amarelejos decorados. Indecorosa sugestão. Gestante! Filho! Criar! Criar! Criar! É preciso criar! Abaixo a estagnação! Tem trem na estação! É preciso estar são! Tem metrô na estação! Silvestre em réveillon! Adiar a viagem de Marcelo Pompom! É preciso liberar o dom! O tom! O dito e o não dito. Criar o conflito. Dar a solução. Soluçar, chorar, sorrir. “E o pão nosso de cada dia nos dai hoje”! E “nem só de pão vive o homem”! A manteiga também é importante. Dante. Livros na estante. “Derrubar as prateleiras”. Festival. Bem e mal. Branco e preto. Certo e errado. “Deus e o diabo na terra do Sol”! Pólos opostos se atraiçoam. Soam os clarins, os bombardins dos querubins. Pós de pirlipimpins. Pós é depois do fim. Atchim. Soneca, Zangado, Mestre, Dengoso e Feliz. Dunga! Vasco da Gama. Cabral. Colombo. Calombo, galo, crista, poleiro, trapézio. Se cobrir vira circo; se cercar...! “Carcará pega mata e come”! Opinião sincera só dá quem tem fome! “O mineiro só é solidário no câncer”! Paulo Cezar! Pinheiro de Natal. Presente, professora! Aluno nota dez! Aos dezessete faz opção! Aos vinte fica sem ação! Aos vinte e seis, decisão! Dos outros, reação! Sai da chuva, menino! Vai ficar gripado! “Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar”! “A chuva voltando pra terra traz coisas do ar!” Torna-se imprecisa a dor, o odor, a oração! Que horas são? 01:50h. Dia? Vinte e seis do sétimo mês do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de hum mil novecentos e oitenta e oito. Faltam doze pra dois mil. E vão comemorar a virada do século no ano errado. 2000! É no final, não no início! E quem vai ligar? E quem liga pra alguém? É muito bonito construir igrejas. E arrotar poder? Podre! Odre de vinho. Adivinho. Cartomante. Ás. Zás. Cabeças rolaram. Danton (The Movie). Demove essa idéia. Belchior. “Como nossos pais”. Trágico ou antropofágico? Mágico é o coelho! A voz da cenoura é demais. Edemas! Porradas! Torradas com chá! Das cinco, escolho nenhuma. É nenhuma, meu rei! Diálogo de balaustrada. E a estrada tá aí. “The dream is over”? Rei morto, rei posto! The dream is over you! “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade”! Quem viver verá! Há um mar nessa cidade! Nasci menino e vou morrer, rapaz!
Agradecimentos especiais a: Adoniran Barbosa, Adroaldo Ribeiro Costa, Atari Vídeo Games, Ataúlfo Alves, Banda Mel, Belchior, Caetano Veloso, Castro Alves, Chico Anísio, Club 45 e proprietário, Comitê Olímpico Internacional, Cristóvão Colombo, Dante, Danton, Deus, Duchas Corona, Dunga (o jogador), Eça de Queiroz, Editora Abril, Esporte Clube Bahia, Família Assunção, Glauber Rocha, Governo José Sarney, Instituto Pedro Mello, Jesus Cristo, João do Vale, John Lennon, Marcelo Lopes, Maria Bethânia, Nero (o imperador), Omo ( o saponáceo), os Sete Anões, Otto Lara Rezende, Paulo Cezar Pereio, Paulo Cezar Pinheiro, Paulo Diniz, Pedro Álvares Cabral, Pedro Bó, Peter Pan & Sininho, Prefeitura Municipal de Jequié, Raul Seixas, Sabonetes Rexona, São João, Terta, Tom & Dito, Vasco da Gama, Vasco da Gama (o time), Vera Zimmerman, Vinicius de Moraes, Walt Disney Productions, Zeus e Zorba (o grego), pela inspiração. E à sabedoria popular, por tudo!
Agradecimentos especiais a: Adoniran Barbosa, Adroaldo Ribeiro Costa, Atari Vídeo Games, Ataúlfo Alves, Banda Mel, Belchior, Caetano Veloso, Castro Alves, Chico Anísio, Club 45 e proprietário, Comitê Olímpico Internacional, Cristóvão Colombo, Dante, Danton, Deus, Duchas Corona, Dunga (o jogador), Eça de Queiroz, Editora Abril, Esporte Clube Bahia, Família Assunção, Glauber Rocha, Governo José Sarney, Instituto Pedro Mello, Jesus Cristo, João do Vale, John Lennon, Marcelo Lopes, Maria Bethânia, Nero (o imperador), Omo ( o saponáceo), os Sete Anões, Otto Lara Rezende, Paulo Cezar Pereio, Paulo Cezar Pinheiro, Paulo Diniz, Pedro Álvares Cabral, Pedro Bó, Peter Pan & Sininho, Prefeitura Municipal de Jequié, Raul Seixas, Sabonetes Rexona, São João, Terta, Tom & Dito, Vasco da Gama, Vasco da Gama (o time), Vera Zimmerman, Vinicius de Moraes, Walt Disney Productions, Zeus e Zorba (o grego), pela inspiração. E à sabedoria popular, por tudo!
